03/08/2017

Confira programação de atividades formativas e debates do Cena Contemporânea 2017

Foto: Humberto Araújo

Foto: Humberto Araújo

A épica foto de nudez artística prevista para o dia 2 de setembro já rende intenso burburinho na cidade. Apelidada como “Fotona”, a imagem será resultado de uma oficina sobre fotografia e o corpo nu, comandada pelo artista curitibano Maikon K e pelo brasiliense Kazuo Okubo, a quem coube a responsabilidade de clicar “a foto com o maior número de corpos nus na história do DF”.  A “Fotona” é apenas uma das tantas atividades formativas e debates elaborados para esta 18ª edição do Cena Contemporânea.

Outra ação que promete repercutir será a residência artística Dionísia. Uma provocação laboratorial inédita no Cena Contemporânea, que ocupará três dias em uma mansão do Lago Norte. No decorrer da residência (que conta com alimentação e transporte a partir da Rodoviária do Plano Piloto para os participantes), oficinas conduzidas por nomes de destaque do teatro brasiliense como Diego Bresani, Rosanna Viegas, Leonardo Shamah e José Regino, a partir de uma concepção e idealização de Jonathan Andrade e Diego Ponce de Leon. Inclusive, o performer, crítico, jornalista e pesquisador da UnB Diego Ponce de Leon responde pela coordenação das atividades formativas desta edição.

Além dessas provocações originais, vários artistas que integram a programação de espetáculos de 2017 também aparecem com fortes oficinas, como a africana Ntando Cele (Black off) que falará sobre “o discurso de pele” – desdobrando um  intenso debate sobre racismo –, ou o espanhol Javier Liñera (Barro rojo) que traz reflexões sobre “a fala contemporânea”.

Há ainda opções para quem se interessa por exercícios da voz (com Alba Lírio) ou questões mais técnicas, como o vídeo mapping (com Javier Alvarez). A crítica teatral surge sob a tutela de Daniele Avila Small, referência na área, que traz dois dias de exercícios e olhares sobre teatro-documentário.

Sempre enaltecendo outras linguagens, o Cena Contemporânea convidou ainda o rapper Japão, ícone do rap nacional, a convocar a garotada a melhor compreender o universo das rimas e das composições musicais.

Uma programação intensa, disposta a debater o teatro, sem jamais esquecer a força política, social e cultural que o rege. Confira a lista completa das Atividades Formativas e atente-se às vagas. Algumas são limitadas e dependem de requisitos próprios, enquanto outras são abertas. As inscrições seguem até 13/08 e podem ser feitas no link a seguir: https://goo.gl/forms/IjD2h9iiVYwPqGTK2

A programação completa de atividades formativas pode ser conferida aqui: http://www.cenacontemporanea.com.br/programacao-atividades-formativas-2017/

CENA EXPANDIDA

 Além das atividades formativas, uma série de debates com a proposição de interações interdisciplinares toma a programação do Cena Contemporânea, através da série Cena Expandida. Com criadoras e criadores, artistas, pesquisadores em artes cênicas, além de intelectuais de áreas diversas, professores da educação básica e ativistas políticos, pretende-se expandir e diversificar as reflexões sobre a cena.

Entre os debates figuram mesas de extensa diversidade temática. “Memória e artes performáticas LGBT” e “Quem é meu próximo? Cidadania trans, fundamentalismo e fé”, levantam o debate LGBT no festival, com a presença confirmada do deputado federal Jean Wyllys.

“Entre Áfricas e Brasis: trajetórias negras e transatlânticas na cena contemporânea” abre espaço para o debate do protagonismo negro; “Corpos e identidades: mulheres negras em cena” dá voz ao diálogo entre mulheres negras dedicadas às artes performáticas; e “As mulheres da resistência e a justiça de restauração” abre espaço para o debate sobre feminismos no teatro.

Para participação específica nos debates do Cena Contemporânea não é necessária inscrição prévia. Confira aqui a programação completa do Cena Expandida: http://www.cenacontemporanea.com.br/programacao-cena-expandida/

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Este projeto é realizado com recursos da Lei de incentivo à cultura do Distrito Federal.