MUTAÇÕES – DANÇA E PERCUSSÃO CONTEMPORÂNEA – GICIA AMORIM, SOPHIE JÉGOU, JOAQUIM ABREU E THIERRY MIROGLIO (FRANÇA)

Foto: Arnaldo J G TorresEspetáculo experimental que celebra 27 anos de intercâmbios artísticos entre a França e o Brasil. O projeto reúne dois percussionistas e duas bailarinas, de ambos as nacionalidades. Na base de tudo, a pesquisa que envolve a interdependência entre a interpretação musical e a concepção coreográfica: a primeira conduz a segunda ou o movimento, a pausa, a respiração podem também conduzir o som?

O trabalho é dividido em quatro atos. ‘Noite do Catete’ traz a peça de Luiz Carlos Cseko, apontada por alguns como um “borrão sonoro distendido”, com timbres e sonoridades que se despedaçam. ‘Mutações’ apresenta o diálogo entre os percussionistas e sons eletrônicos. Na sequência, ‘Stèle’, obra de Gerard Grisey. E, ao final, ‘O grande jogo’ mescla o universo eletroacústico a músicas de tons populares.

Thierry Miroglio é conhecido por sua brilhante carreira como solista, motivo pelo qual foi convidado a se apresentar em recitais e concertos em mais de 40, em salas e festivais prestigiados em Salzbourg, Nova York, Viena, Bucareste, Amsterdam, Madri e Tóquio. É um dos raros percussionistas no mundo a exercer tamanha atividade como solista, possuindo um repertório de mais de 350 obras.

Gícia Amorim tem formação em balé, psicologia, dança moderna e dança contemporânea, e certificação em Reeducação do Movimento. Atua como coreógrafa, bailarina e professora de dança. Em 2002, foi premiada pela Associação Paulista de Críticos de Arte – APCA e, um ano depois, foi contemplada no Rumos Dança Itaú Cultural 2003/2004.

Sophie Jegou é graduada em Filosofia pela Universidade de Lyon e movida pela vontade de ultrapassar os limites tradicionais da dança contemporânea, desenvolve há anos um trabalho como solista, dedicando-se ao domínio da criação, associando a dança a outras formas artísticas (poesia, música, artes visuais e teatro). Dentre suas apresentações recentes, destacam-se a Bienal da Dança de Lyon, Teatro Montensier Versailles (Festival international Orphée), Ópera de Saint Etienne (Espetáculo Danse et Poésie) e Festival Frasq Paris (Parades et Changes)

Joaquim Abreu iniciou seus estudos em percussão em São Paulo e passou pelo Conservatório Nacional da Região de Strasbourg, na França, quando participou de concertos da Orchestre Philarmonique de Strasbourg. Nos anos 1980, fez parte da Orquestra Sinfônica Brasileira no Rio de Janeiro e participou como solista das últimas dez Bienais de Música Contemporânea Brasileira da Funarte. Foi professor de  percussão e música de câmara na Escola Municipal de Música de São Paulo no período de 1989 a 2007, professor visitante do Conservatoire de Strasbourg – França em 2015 e atualmente desenvolve vários projetos de gravação de compositores brasileiros com apoio da iniciativa privada e dos editais culturais em seu Estúdio dos Lagos.

Com Gicia Amorim e Sophie Jégou

Percussão: Thierry Miroglio e Joaquim Abreu

Obras de: Luiz Carlos Cseko, Bruno Mantovani, Gerard Grisey e Paulo C. Chagas

Realização

Patrocínio

Apoio

Incentivo e fomento

Este projeto é realizado com recursos da Lei de incentivo à cultura do Distrito Federal.